post-title Mais imigrantes brasileiros em Portugal para fugir à violência https://bai.pt/wp-content/uploads/2000px-Flags_of_Brazil_and_Portugal.svg_.png 2014-08-04 13:11:41 yes no Posted by

Mais imigrantes brasileiros em Portugal para fugir à violência

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Agora, espantam-se por andar na rua sem olhar para trás. Dão por si a atender chamadas na rua e a sair de casa depois de escurecer. Deixam os filhos irem sozinhos ao cinema, sem escolta. Uma “qualidade de vida” ganha à custa do sacrifício de deixar o Brasil. Todos com a sensação que são cada vez mais os que chegam – ou procuram informação para chegar – a Portugal, fugindo da violência “democrática”, que galgou os muros das grandes cidades na terra natal. É a nova vaga de imigrantes brasileiros que foge para “se manter vivo”, apesar de não se saber quantos são.

“Mesmo em cidades menores, como a minha, tivemos cerca de cinco mil assassinatos em 2017”, explica Álvaro Filho, jornalista do Recife, estado de Pernambuco. Está há um ano e sete meses em Portugal. “Tive uma arma na cabeça. Fui assaltado à entrada de casa. Demorei um nanossegundo para perceber o que o assaltante queria. Ele perguntou: “Não sabe que eu vou atirar?”. Não perdi a vida mas poderia ter virado estatística. O Brasil não é para amadores. Tem de ser profissional para sobreviver”. Álvaro tem dois filhos, um com 14 anos e outro com apenas três.

Bianca Maldonado tem 32 anos e é marketeer. Também ela veio em primeiro lugar pela segurança. Quer ser mãe um dia e quer que os filhos possam crescer sem perigo. Vivia em Santos, São Paulo, e perdeu a conta às vezes que foi assaltada. “O pior que me aconteceu foi ter a casa de praia onde estava invadida enquanto dormia. Os assaltantes acordaram-me com um arpão na cabeça. “Deita no chão”, gritaram. O meu maior medo era ser violada. Graças a Deus, nada aconteceu, mas eu já estava a responder, a reagir”. A irmã foi assaltada enquanto o sobrinho seguia no banco de trás do carro. Mas o terror vivido pelo irmão fez a toda a família dizer basta. “O meu irmão foi abordado por uns tipos de metralhadora. Largaram ele no meio da estrada, sozinho. Aí, a família decidiu sair toda. Ele foi para os Estados Unidos. Eu vim para cá”. Demorou um ano e meio para preparar a mudança. “Hoje eu moro numa moradia. Vivo segura com o meu muro baixinho, sem medo de uma invasão”.

Ei-la! A quarta vaga

Em 2017, em média, por cada nove minutos que passaram, uma pessoa morreu assassinada no Brasil. É a segurança – e em alguns casos a corrupção das instituições – que faz os brasileiros sair. Continuam a ser a maior comunidade estrangeira em Portugal. “O perfil básico é uma família com filhos, de classe média, média alta. Alguns nem precisam trabalhar. Têm negócios lá que vão manter e vêm para cá viver de renda”, traça Erick Gutierrez, fundador de uma empresa de consultoria que ajuda a comunidade brasileira no processo de transição. Criou o portal “Eurodicas”, que apoia quem quer viver na Europa. “É diferente da emigração dos anos 2000. Vêm para andar na rua sem se preocupar”. Uma visão confirmada por Álvaro Filho. “Os meus colegas estão vindo trabalhar nas mesmas áreas que trabalhavam no Brasil, em áreas como a música, ou o marketing. É mais raro encontrar alguém que venha para trabalhar na restauração”. Dizem receber inúmeros pedidos de ajuda. “As pessoas perguntam-me como é a vida aqui, constantemente. Acompanho fóruns e páginas do Facebook e dá para perceber que há uma movimentação muito grande”, acrescenta Bianca.

Lusodescendente, Erick foi vítima de um uma tentativa de “sequestro-relâmpago”, em que raptam pessoas por algumas horas para as fazer levantar dinheiro. “Foi a gota de água”. Ao longo dos últimos quatro anos tem visto um movimento crescente. “Isto não é especulação. Todo o mundo fala sobre a segurança. É o principal fator. Nós costumamos dizer que é preciso dar um jeito no Rio de Janeiro porque não cabem mais cariocas em Portugal”.

“Marielle é o papo do momento”

Mártir ou apenas mais uma vítima? É a dúvida que envolve a morte da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, a 14 de março. “O mártir traz alguma mudança e eu sinceramente não acho que a morte dela vá perdurar por muito tempo. Tivemos tragédias que morreram muitas pessoas e já não se fala mais”, comenta Bianca.

Seja qual for a opinião, os caminhos apontados não são fáceis. “Ela não morreu em vão. Pode começar uma certa onda de pessoas que estavam estáticas e que não estavam se mobilizando. Eu confio na juventude. É um momento em que ou a gente se salva ou a gente vai perder mais uma década em repressão e violência”, diz Álvaro.

Comments (2)

  1. Anonymous

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